domingo, 2 de janeiro de 2011

A simpatia para 2011

Passagem de ano é sempre muito comercial:
comprem suas roupas brancas, brindem e bebam champangne.
Um gosto de bebida nobre-pobre-podre (porque eu não gosto mesmo), descendo com ela, goela à baixo 365 dias vividos.
A ressaca do dia 1° não deixa os questionamentos pularem carnaval na nossa cabecinha.
Eles só têm licença pra farrear no dia 2, o dia em que, finalmente, nos damos conta de que virar o ano não é só uma desculpa pra se fantasiar de pai-de-santo e fingir alegria, animação e extrovertimento publicamente.
Despidos do branco, vestidos da dúvida:
365 dias vividos.
Quantos foram aproveitados?
A resposta não importa.
É tão pessoal quanto seu cotonete usado.
A simpatia pra um 2011 melhor não precisa de velas, fitas, flores e nem sapos ou galinhas.
O que vale aqui é não repetir os erros de 2010, e manter o acerto daquilo que já se encontrou a medida exata de procedência.
São mais 365 dias, dados gratuitamente, a todos nós.
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2010 foi meu ano das mudanças.
Cumpri até metas restantes dos anos anteriores.
2011 quero que seja meu ano do equilíbrio.
Que já é um outro assunto.
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"Sinto que o destino também é um relacionamento - uma interação
entre a graça divina e o esforço pessoal direcionado. Sobre metade
de você não tem o menor controle; a outra metade está
completamente em suas mãos, e as suas ações terão
conseqüências perceptíveis(...)"
Gilbert
Rafa Andrade

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mil corações

O cérebro humano é infinitamente capaz daquilo que acreditamos.
O problema é que nos limitamos ao acreditar.
Hoje em dia eu acredito - e não me puno mais - por querer ter mil corações.
Afinal, o que o mundo precisa então é de amor.
Eu tenho pra muitos.
Servido?

domingo, 24 de outubro de 2010

Controverso inacabado

Reclamar de barriga cheia - provavelmente me diria alguém minimamente mais sensato que eu.
Infelizmente existem coisas, bem particulares em cada um de nós, que mesmo sendo características que atrapalham um pouco o convívio social, são como os músculos lisos: incontroláveis e incorrigíveis nisso. Você só pode relaxar e esperar a boa vontade deles.
Vamos por partes:
- o hábito de pensar.
Quem pensa muito acaba não fazendo o que quer, mas o que deve (há suas exceções)
Pensar demais acaba atrapalhando até a externação dos atos necessários à consecução.
Envolve tudo numa grande expectativa.
Não raras vezes, causam decepção.
Regular isso é um desafio. Meu extinto de sobrevivência está atrofiado, demora muito a eliminar os excessos.
- Seentimeental, eu sou. Eu sou deemaaais. (8)
Eu estou na moda, ha! Mil bandas emos, mil fãs emos. Um conglomerado de emos. Mas eu não gosto das músicas, do jeito que eles se vestem. Infelizmente tenho um jeito 'emozinho' de ser, mesmo quando a onda era ser 'desencanada e moderna'. (Bleckatchi Melecatchi)
- Ao infinito e além.
O sempre e o Muito-todo-o-tempo. Gente, que megalomaníaca-impulsiva-insistente-resistente eu sou. O sempre nem existe. Fazer dele uma realidade é fantasia, só que insisto nessa burrice.
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Junta os três com Leite e dá nisso. Um mar sem fim de dúvidas, arrependimentos e instabilidade. Tudo bem que já desisti de ser normal, isso me entediaria fácil, fácil.
Queria só saber lidar um pouco mais com a minha natureza.
Às vezes me preparo pro não, e por pensar tanto nele é que castro a possibilidade do sim.
Eu elimino caminhos em idéias embrionárias possíveis. Reclamo a cada instante da limitação da mente das outras pessoas, mas excluo o improvável da minhas lista de afazeres, me culpando depois por querer um pouco mais de segurança e certeza - na tentativa infantil de me iludir com indestrutibilidade do que importa, quando eu mesma costuro em mim e afeto muitos com a mudança brusca de humor, opiniões e comportamento.
Aí eu vejo a hipocrisia inoscente que me persegue. Tento tanto me livrar dela.
Eu não vou dizer que não consigo. Preciso só absorver outra filosofia de vida que permita o anonimato ao impossível. De tanto apontar falhar, acabo não elegendo uma.
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Eu preciso me apaixonar de novo.
Eu preciso de novas atividades.
Eu preciso mudar o cardápio.
Eu preciso transformar tudo todo tempo.
(achando que preciso de tudo isso, voltei a sorrir pros desconhecidos que se interessam, pesquisei preços de kickbox, voltei a tomar suco de cenoura. Emagreci 3 kgs na balança e engordei uns 20 na mente.)
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São tantas necessidades... descartáveis?
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Apenas alternativas de
a) querer mudar tudo, todo instante, na contraditória busca pela base. Cuja consequência provável é nunca contruir minha base própria.
b) não mudar nada e dar vez ao acaso e, contraditóriamente, a outra mudança da minha postura perante a vida.
c)me lascar
d)dormir
e)me arrumar pra feijoada, e pensar bem depois em tudo isso - indigestão, né, gente?
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Vou terminar meu texto contraditoriamente-racional-emotivo-de-viadinho com um trechinho de um verso minha cara, minha alma.
*-*
"Muito pra mim é nada
Tudo pra mim não basta"

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Corretivo I

Sou obrigada a concordar com a (o)posição dos que me amam e dos que me amam menos do que os que me amam:
o meu humor altera a minha perspectiva do mundo.
Bem comum, claramente, em 100% dos seres inteligíveis.
Mas a minha singuladade de extremar esses sentimentos e minhas externações mais desprorpocionais ainda têm prejudicado meus relacionamentos com os outros humanos. E, apesar de acreditar uma pontinha assim na minha especial posição no mundão de meu Deus, definitivamente, preciso dos outros filhos de Alah por perto.
Uh, preciso amar as pessoas e me sentir amada - o que importa é o que importa.
Enfim, a tempestade num copo d'água é quase um lema pessoal que foi tatuado em mim na hora que fizeram o teste do pezinho.
O pior é que só percebi isso depois que cortaram as injeções de carinhos-sem-fim e tive uma crise de abstinência por isso. Corri atrás de 'mais-do-mesmo' e, por incrível que pareça, fui incapaz de elaborar esses raciocínios só.
Do nada, estava eu lá, com o espírito acima de duas criaturas em um hall de condomínio discutindo a relação. Eu analisava de perto a moça birrenta e chorosa, insatisfeita com o melhor-que-podiam-oferecer a ela naquele instante e com as represálias e boicotes.
Tudo bem que não souberam lidar com ela, bastava uma conversa séria e bem antes. Mas não mudava o fato: aquela menina precisava de um corretivo.
Uma temporada de DR's nunca vivenciada, quem diria, resultou na maior sessão de beijinhos-e-carinhos-sem-ter-fim.
A insatisfação cedeu lugar ao reparo-constante dos erros.
Critiquei minha mãe outro dia por querer tratar a vida dela como se gerencia uma empresa.
Bom, acho que durante algum tempo exerci a função de uma chefe rabugenta e insaciável.
Talvez agora seja a minha hora de deixar o cargo e tirar umas longas férias de relaxamento nas montanhas- tem gente que prefere praia, eu não.
Enfim, é bem mais necessário que confortável alguém te dizer com todas as letras pra deixar de ser pé-no-saco porque te ama muito.
Por amor,
e com muito amor,
eu deixo de ser muita coisa e passo a ser muito mais.
Bem melhor.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O problema do brasileiro.

É que nada lhe dói mais além das esmolas.
Nunca sabem o que querem.
E não desistem nunca de fazer burradas.
Às eleições...

domingo, 29 de agosto de 2010

Especial

Especial - unique. Mania.
Ninguém aceita indiferença.
Mas quando a gente se acha um lixo, Deus twitta instantaneamente:
"Até lixo se recicla"
E me manda uma borboleta COMPLETAMENTE branca, apenas um ponto preto no início de cada asa.
A coisa mais linda, especial e única que já vi, pousada ao lado da minha cabeceira.
É assim que a gente redescobre o mundo. É assim que se ganha o mundo.
Ponto final no início - os paradoxos divinos;
Clareza;
A velha e boa liberdade.
um estímulo pro início da semana.
E qualquer um outro veria apenas um inseto.
...
São meus olhos, querido. Meus olhos.

Parece bolero
te quero, te quero
dizer que não quero
teus beijos nunca mais.
(Chico)
/RafaAndrade.enojada

domingo, 23 de maio de 2010

Eles são três.

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Há três dias, acordei e, indo de encontro ao meu instinto feminino, não gritei ao ver uma Esperança na minha estante. Era aquele insetinho meeesmo, beem verde e tranquilo.
Perto de mim.
Ele sentia que na data anterior eu vivi um inferno por uma eternidade - e eu precisava dele ali, pra colorir a rotina.
Numa quarta-feira de prova de Penal, no ar pesava tristeza e desespero.
Um dia de necessário estudo que reservei às angústias do povir e da conjugação do gerúndio.
Estava tudo, acredite se quiser, cinza chumbo.
Coisa triste e deprimente de se ver.
Mais ainda de se sentir.
Foi intenso o trabalho de um casal de amigos, entre salame e lágrimas.
Surtiu efeito.
A renovação, e as consequências dela, dali em diante renderam a Esperança, que na manhã seguinte tomou a matéria e se fez presente.
Passei a quinta a contemplar a Esperança, fiz dela - ou já não sei se eu é quem fui pra ela - uma sombra.
Só que ao retornar da UFMA, qual não foi a minha surpresa - dispensável surpresa- ao reparar o bichinho aos retalhos, coberta de formigas.
Alguém matou a Esperança que (me) contemplara durante o dia.
E nas desgastantes ocilações do fim da semana, me aparece outro bicho, que ainda ninguém tomou coragem pra nomear - nos casos mais graves, até velar. Fiz a vez e chamei de Confiança - e essa atendeu a todo instante em que era solicitada.
Entremeadinha em cada um, em menor ou maior proporção, reclama por vida.
Foge do Deterfon dos 'vacilos humanos'.
A minha hoje, por mais saudável que estivesse, não conseguiu fugir.
O veneno se adiantou ao meu zelo e 'já era, papai'. Pegou meesmo.
Tudo porque o Respeito não vigiou quando deveria.
Procuro na memória o último instante dos três unidos e elaboro uma idéia: é tão mais reconfortante ver os três juntos.
Da Esperança nada restou.
A Confiança é quase ida.
E o Respeito foi dar um passeio sem avisar, que rudeza.
Espero que ele volte, e trate de prover uma Esperança novinha e cuide muito bem da Confiança ... E se precavenham - isso é a vocês, leitores e ao que resta de mim, de agora e pro sempre, em vigiar - e nunca punir, querido Foucault - o Respeito.

Em tempos de guerra, quando a desordem toma conta da casa, a paz se torna uma ilusão.
Se com Esperança, Confiança e Respeito empunhar armas já é difícil, imagina quando tudo ausente.
Diante disso que retorno a me questinar o quão tarde vou lembrar de que minha melhor arma sempre foi o Escudo.
Só espero - sob o lastro da Esperança - que ainda seja a tempo de evitar cicatrizes intratáveis.
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Tudo cinza chumbo de novo.
E por muito tempo.

O sonho da noite.

Ao contar, meu irmão não acreditou no que eu tinha sonhado.
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Trilhões de conhecidos haviam morrido - parentes, amigos, desafetos.
E entre o Céu e o Inferno, havia um salão em que se decidia o destino da Eternidade de todos.
Um galpão com luzes e armações de aço, onde todos disputavam, de dois em dois, a melhor pontuação em um Show de Talentos, o que definiria o rumo que tomariam.
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Eu definitivamente não sei o que isso significa.
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Mas tô num momento de decisão da minha vida, igual ao sonho - entre o Céu e o Inferno, esperando que o melhor vença e seja possível uma 'continuação', nunca um final, feliz.
=)




Incrível essa minha capacidade...
exatamente um mês sem dar as caras.
E bocas.
Nada ver.
Eu precisava dessa infeliz.
=]~
Forever and ever, life is now or never.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Como as coisas conseguem ser. Ou parecer.

O professor disse hoje uma frase de efeito.
Era algo sobre a lei que aprisiona para libertar.
Contrapostos construindo uma idéia.
O contraposto de hoje nos meus miúdos miolinhos é de algo bem arisco que me pertuba há alguns dias:
Algo sobre a triste mediocridade que promove alegria, contentamento.
Como um copo vazio - aqueela filosofia de boteco que eu não vendo por um bigbig de sardinhaa - consegue saciar a sede de [quase] todos.
ai, ai.
Nem sei mais se eu mesma me arrebato.
Porque, segundo uma teoriazinha aí de desocupados sem companhia de espécime mamífero feminino original ou genérico, pelo Dioptro plano, as imagens ficam distorcidas caso o observador e o objeto estejam em ambientes em que a velocidade da luz é diferente, dado cada ambiente.
Eu não sei se eu estou no meio físico do objeto e os outros em qualquer outro lugar ou eu que estou em descompasso - todos no meio do objeto e eu, em meio de índice de refração distinto.
Só sei que os ângulos não se encaixam.
E o copo não enche, em tempo algum.
Mas há sempre uma alternativa.
Quebra-se o copo na cabeça do primeiro medíocre que passar.
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Violenta e lascada.
Prova amanhã.
Deus já perdoou meus pecados.
Só que ainda pago por eles.
É algo mais ou menos como promissória celeste.
Chegou a hora de cumprir com a obrigação creditícia.
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=]
.
ops...
.
=[
.
ops...
.
¬¬''
.
ops...
@##$%3%¨¨#*&*($¨¨&
.
.
assim me sinto melhor.
Beijos pros garotos da Capricho do mês.

domingo, 4 de abril de 2010

As sombras iluminam.

Eu odeio esse homem, dentre tantos outros motivos, pelo machismo.
Mas eu sou mulher de reconhecer as genialidades, e Nietzsche não poderia ter sido mais feliz quando disse o homem estar destinado à multiplicidade, à luta pelo poder constante - definindo-o, então, como ser de potência.
O homem está sempre lutando com seus comuns, vencendor ou vencido. Acreditando que o resultado da batalha sempre pode mudar o rumo da guerra. Um vencido tornar-se vencedor e assim, guardadas as proporções e os sentidos, com o inverso. VONTADE DE PODER, pura.
O homem se mascara; cria, ilude a si, aos comuns, regido pelo pragmatismo da guerra constante, quase num Estado de Natureza hobbesiano, que só perdura ao longo do filme da existência humana numa trajetória elicoidal de sucessos [só mudam os jogadores, as regras são as mesmas] - daí depreende-se a ilusão necessária à vida - porque isso constitui o infinitivo de ser humano. Que não é infinito. Porque 'a vida é tudo, e tudo se esvai diante da vida humana'. E as máscaras polpam a todos dos dessabores da realidade - de enxergar o outro e a si mesmo como de fato passam pelo mundo.
Eu me indigno com as novelas de Manoel Carlos. Não pretendo dizer que 'aaah, é novela, coisa de gente fútil.'. Eu adoro futilidades, e que minha mãe não leia, mas gasto mais tempo lendo revistas femininas que meus livros Direito.
Só que existe um limite alfa pras invencionices, Maneco usa Beta, então, baby, não vem que não tem. Onde já se viu... falido (que pega todo o elenco feminino apesar de estar sem dinheiro e de desempenho sexual contestável) custeando a vida de princesa de uma tetraplégica que encontra um príncipe encantado, lindo, médico, bem-humorado, rico e tudo mais aquilo que não vem na composição dos homens-humanos do nosso Brasil-baronil; moça essa que era no início da trama uma vilã em potência e agora é a mocinha.
A única coisa que o dramaturgo faz é conservar a nigrinhagem típica - o disse-que-me-disse, o oba-oba, a sogrinha do mal, as traições - porque num mundo perfeito tem de existir seres humanos pra se falar mal, pra se aproveitar da bondade e, claro, pra pular a cerca, porque o que princípio-mor do Universo é nada senão a sacanagem.
Aí, as mulheres deste mesmo país, que engolem esse caldo grosso de fantasias e emoções fictícias como se fosse um milkshake de maltine do Bobs de 700 ml, ficam do lado da pilantra na novela, da Outra... essa mesmo, a @#$%%¨* ... e na vida real se prestam ao papel de ligar pro número desconhecido no celular do seu consorte - em alguns, haha, na MAIORIA dos casos, sem-sorte - chamando a outra só de santa pra cima, coisa boa, maravilhosa, porque está com o 'seu homem' - homem dela, no caso. Seu, eu já não sei, consulte a lista de chamada do celular e descubra - se quiser, aqui é uma democracia (beijos para o meu professor de Constitucional, Pavão XD - Adoro você, hoje em dia.)
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A mãe que se identifica com a sogra do demo da novela pede por clemência na vida fabricada fora dos holofotes pros seus filhos, pra que se relacionem bem com o mundo e ninguém cobre uma dívida cujo troco é uma bala na cabeça - em casos extremos, tem até gente pagando pra isso ou jogando pela janela mesmo.
.
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Incrível a capacidade do ser humano de viver o irreal e fingir o concreto.
Creio não existir sequer a possibilidade de culpar alguém, muito menos de rearranjar os elementos. Porque depois da democracia e do relativismo, tudo é possível e aceitável - depreendam, senhores, a ironia. Eu sei que é difícil.
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É dar corda e si mesmo e se enforcar, rindo. Gostando.
Ai, meu Deus.
São reflexões da TPM.
Só não pensem que sou mal-amada, traída ou traidora. Porque nesse xadrez as peças são trocadas, e eu jogo comigo mesma.
E, segundo Nietzcshe, a qualquer hora posso exercer qualquer papel - como no sistema coringa de interpretação.
Só aconselho a todos a mascararem o quanto puderem, até quando puderem - já que isso tudo é irremediável.
O choque de realidade é letal. Por isso que as pessoas enlouquecem.
Outras se matam.
Outras escrevem em blogs textos pro vento.
hahaha.
Pro vento.
ha.
Oks.
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História minha: no meu tempo de Educator,
eu dizia que os físicos e matemáticos sofriam de carência crônica afetiva
de uma figura do sexo oposto -
ou até do mesmo sexo
[viva á liberdade sexual].
E vejam só, acá estou eu dispensada pelo namorado
escrevendo baboseiras
como se eu fosse conhecedora de causa.
Uma máscara minha.
A ilusão de escrever, de saber,
de amar.
Odeio isso.
O isso é o real.
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Se iludam, sempre que possível.
Beijosnãomeliguem.
/Rafa Andrade

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A geração Orkut e a Dona Morte.

"Obrigada, filha" - memorizei dia e horário.
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São Luís - 31 de dezembro, 07:25 da manhã.
Minha mãe me agradecendo, certamente não por estar ajudando com o banquete de logo mais.
Eu não estou carimbada, defino assim.
Não fui eu quem disse.
Foi a pessoa mais crítica e rigorosa do mundo que eu conheço, e que, por ser minha mãe, aumenta exponencialmente a aplicação de seus estrategemas, critérios e correções.
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São Luís, 30 de dezembro, 16:00 hrs - Residência Andrade.
Quatro jovens, estudantes de Direito, da classe média, estão reunidos para uma sessão de cinema com pão-de-queijo duro, cachorro-quente e sorvete.
Antes de tudo o assunto é: a tendência a suicída de um colega de classe do primeiro período.
Momento de reflexão: nulo.
'Ah, coitado. Quer se matar. E então? Deixa eu entrar no Twiter!!!'
Ha!
É até compreensível que alguns queiram apagar os rastros de sua existência nesse mundo.
Muito compreensível.
Mas reparável.
O suicídio, em Dukheim, acontece por quatro motivos, disserta o próprio em seu livro com o título de O Suicídio. O que está em questão se trata do EGOÍSTA, cacterizado pela fragilidade de ligações com os valores e princípios da sociedade contemporânea ao evento - agora me pergunte: que valores, que princípios? O google responde: você quis dizer precipícios .
É um contra todos. Uma batalha interna.
É o que na biologia chamamos de autofagia - uma célula se distrói em detrimento de um sistema, de um organismo - isso de nada tem de agoísta, querido mestre Durkheim. Problemas semânticos à vista.
É difícil encontrar, numa perspecitiva microcósmica, um Winston - 1984 - os em potencial, antes de tudo, são vaporizados - por si mesmo, até.
O importante é mudar o fim das tragédias.
Acreditar.
Precisamos de acreditar- em 2010 e em todos os anos seguintes.
Precisamos de amor e Solidariedade - companheirismo e atenção [dar pra receber].
De descobrir o que há de melhor em nós.
Mostrar a todos - sem medo do escrutínio público - anunciar aos 4 ventos, comprometer-se.
Sem a pretenção de ser apenas bom.
O objetivo é ser melhor - que não é necessariamente O melhor.
Não queime o orkut. Utilize o orkut. O twiter.
O problema não está nas coisas, mas no que se faz com elas.
Albert Einstein não criou a bomba atômica pensando de Hiroshima e Nagazaki - na destruição, na vigança.
Ele se matou.
Não é tão óbvio o motivo?
Começo a pensar que quem se mata dessa forma, dada as circunstâncias atuais, busca - mesmo que de maneira pouco inteligente, escassa de raciocínio e desesperada, acima de tudo - mais a vida do que esses que persistem em respirar da futilidade, cultivar-se no vazio.
Renato Russo foi muito positivo em pensar nos filhos da Revolução como rebeldes contra os vanguardistas rebeldes. Estava errado.
Os filhos da revolução não se revoltam nem contra os pioneiros revoltados. É como um apêndice - aqueles órgãos que, por desuso, se atrofiam, até se perderem nos próximos ramos da filogenia.
Enlatados.
Fast-food.
Não é pecado. São os tempos modernos - e devemos acompanhar as transformações.
Mas não deve ser essência.
O Grande Irmão é cada um - é só o resultado da constante individual dos homens do século XXI
Só não podemos deixar de nadar anaklusmos - contracorrente.
É só converter - reverter.
Jesus não transformou água em vinho?
A Ceifadora está sempre à espreita das mentes espetaculares.
Pensar demais tem esse aspecto negativo.
Pensar demais mesmo tem este aspecto positivo.
A gente acredita nas mudanças.
Um 2010 de vida a todos.
Pela metamorfose do Grande Irmão de cada um.
Rafa Andrade. XDD
"Aquele que deu o melhor de si para sua própria época
viveu para todas as épocas"
Johann von Schiller, dramaturgo.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Vícios de consentimento

"De todo o meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto" ... e só.
E só, não.
Que é muito.
É muito mesmo.
Mas "muito pra mim é nada.
Tudo pra mim não basta. (8)"
Não sei ao certo qual o crime - mas diz o Direito que, quando ambos agem com dolo, não podem alegar isso frente ao juíz.
O negócio ainda subsiste.
Ainda.
Subsiste.
Paradoxalmente, inexiste.
Dentro não haveria mais nada.
O papel, a letra, a assinatura -convenção humana.
A infidelidade ao outro - desumano.
A si mesmo -uma batida gelada de alter e ego, pelo outro e por si - desce rasgando - cai sobre-humano.
Até que a chama apague, se existiu aos dois.
Nem o poeta acredita nas reticências do amor.
Ao menos não desacredita nele.
Quem não sente a letra, a rima, o verso do real é porque está preso em si - ou no imaginário - ou talvez sejam sinônimos.
O calor - é real ou é sentido?
A chama - se vê ou se sente?
Exclusão... nunca se pode adorar a dois deuses - de fato.
Vícios de consentimento.
Conscentir.
Sentir.
Um vício, de fato, de Direito.
É real.
É ilusório.
Um duplipensar de doido.
Não tão infiel.
Mas ainda, sim, infiel.
Talvez esperto.
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A ordem é sobreviver ao sistema, Winston.
A verdade só existe na consciência. E em nenhuma outra parte.
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Rafa - cheia de caraminholas
"Estou cansada de ouvir que eu só sei amar errado
estou cansada de me dividir...
O que é certo no amor, quem é que vai dizer?
o que falar, calar ou querer..
Eu quero absurdos (8)"

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O circo.

A frase que mais me chamou atenção durante o curtíssimo período que fiquei em CNC's Sociais foi uma de Nietzsche, um psicopata abençoado com uma genialidade que nunca entendi:
"A ilusão é necessária à vida"
E não é de todo mentira - pr'o meu lamento.
Os poetas e os loucos - e os românticos, que são os dois de um só tapa - retirado o caráter científico, embebem com alma (triste alma) outras palavras na forma de suspiro... um suspiro mais humano:
"Ai quem me dera uma feliz mentira que fosse uma verdade para mim!"
E Florbela, a minha mais nova inspiração-de-tudo, foi a mais feliz de todas... Por ser louca e poeta e romântica e mulher.
Retrata de um jeito que nem eu conseguiria - talvez eu começo agora a entender o benefício indissociável de qualquer poesia - tudo do que meu coração está cheio e que minha boca não fala, ao contrário do que prevê a Bíblia - existem coisas de que o coração está cheio e que pela boca não ganham o mundo.
Não fala por ser tudo duro demais.
Por faltar coragem - logo em miim, absolutamente irreconhecível.
Nessas horas não existem travesseiros no mundo que abafem cristais que pendem de outros cristais por um outro cristal rompido - o problema em ser louca, em ser poeta, em ser romântica, em ser mulher.
Não existem conselhos de amigas.
Abraços confortáveis.
Nem o sorvete me é útil.
É tão mais encantador quando se crê que o coelho saiu mesmo da cartola, que o copo se move sozinho e que um lenço vira muitos outros e que se tornam uma flor.
Mas o circo não fica montado pra sempre. O palhaço tira a tinta, a bailarina tem dores nos pés e o espetáculo finda.
O coelho existe independente da cartola.
O lenço é só um lenço, diferente dos outros zilhões de lenços que nunca se transformam em flor alguma.
Pagamos pra ver o show por acreditar que ali tudo está fincado permanentemente - a luz, os aplausos, as piadas, a pipoca e a música serão eternos enquanto ... durar? - que piegas.
Lona à baixo, analiso de perto.
E redimensiono com exatidão tudo o que engoli sem sentir o gosto.
Só um refluxo insuportável na garganta.
Nunca é tarde pra pôr fim ao show.
Ironicamente, não se sabe de onde, surgem forças que me deixam louca, poeta, romântica e mulher. Só que não uma qualquer, sem importância, uma mulher de coragem.
Preenchida de indecisão nos termos que cercam o paradoxo da coragem: corajosa por deixar o show prosseguir, por começar um outro espetáculo ou por desistir da vida de circo.
Em Nietzsche isso é absolutamente impossível.
Ou seja, parece que fiz uso de alucinógenos.
Quando me seria suficiente uma anestesia de efeito prolongadíssimo - um botão de piloto automático.
Enquanto a biotecnologia não mo permite, segue o poema que é meu, que é da Florbela, que é de todas as loucas, poetas, românticas - de todas as mulheres (porque ser mulher -de verdade - é ser tudo isso de um tapa só, e mais - é deixar-se viver, pressupondo uma ilusão).
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.
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Tu julgas que eu não sei que tu me mentes
Quando o teu doce olhar pousa no meu?
Pois julgas que eu não sei o que tu sentes?
Qual a imagem que alberga o peito meu?
Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo
O bom sonho da feroz realidade...
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade!
Embora mintas bem, não te acredito;
Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo do teu peito de granito...
Mas finjo-me enganada, meu encanto,
Que um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!
e quantos cristais tem me custado.
/terrivelmente desiludida.
Rafa-como-outras-tantas.

Classificado.

Eu procuro.
Eu não sou. Posso até ser.
Aliás, eu sou.
Mas procuro alguém que também seja.
É incomum - há quem tome por insano - dar descarga na tão suada individualidade conquistada através dos séculos, das tranformações políticas, econômicas, sociais, religiosas, até.
Só que um lapso me faz nadar contra a corrente neste exato instante.
A ciência social trata por teoria da existência, no mundo, em circunstâncias semelhantes, de algum ser quase similar a mim, em conteúdo, em valores e no tudo-o-mais que me faz eu/me.
Da mesma forma, isso serve a ti, a tua mãe, a qualquer invólucro com alma por essas e aquelas plagas.
Ou seja, a identidade é uma ilusão [?] - Nan, nan. Basta reconceituar, eu acho - mas essa é uma outra questão.
Eu já joguei fora o desejo, as evoluções e revoluções 'de' e 'pela' individualidade, que nada me custa mais que um big-big fazer o mesmo com a ciência - social ou não.
Agora eu quero o senso-comum e o êxtase da contra-revolta, por assim dizer.
Eu quero alguém igual a mim.
Por favor, não me obrigue a apontar - ou me desapontar.
Estou tal qual Crusoé em sua ilha, em fase de adaptação ao isolamento. Eu em meu corpo, em minha consciência, que não tardará em elaborar personagens múltiplas para fazer jogo com o Eu protagonista.
O meu querer é puro, não é o desejo por amor ou por ele mesmo, como é típico [e necessário] aos animais.
É algo que vem mais de dentro e que não consigo externar nas melhores palavras - todas me fogem, não abrangem, não descrevem - são vazias demais da profusão de emoções que a alma existencialista é repleta.
O que eu quis dizer, mais ou menos é:
1) Eu aceito o diferente. Me divirto com o diferente. Respeito o diferente...
não obstaanteee...
2)Posso viver com muitos diferentes, mas nunca com igual algum.
Infira:
vou pedir à fadinha do dente, esta noite, que me aponte o Ser desta vida semelhante a mim.
Quero analisar de longe, quero estar após por perto e depois decidir, por mim.
É triste se sentir único quando se pode.
Leia bem, se sentir.
Tô tentando acreditar que não sou.
Odeio estar enganada.
Odeio o Crusoé e sua filosofia.
Eu não quero ilhas, nem Sexta-feira, nem revoluções.
Um igual, um semelhante, fazei contato.
Blah!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um sorvete para esquentar, por favor.

Há um ano tenho sofrido o martírio da forçada inserção na vida adulta - amadurecer nunca foi fácil, ainda mais quando não se conta com calendários com datas e prazos demarcados, ar-condicionado e cadeiras confortáveis, amigos em cada corredor e professores-pais.
O contato é cada vez mais raro e nem os íntimos escapam da exclusão informativa 'o que faz agora', 'o que aconteceu', 'quando casou' lalala_
O que se pode fazer é usar a internet e sua impessoalidade.
O que se pode fazer é usar o telefone e seu esquentar-de-orelha.
O que se pode fazer é, tcharaam, tomar sorvete.
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Uns quatro meses atrás, eu era um ponto do RU junto ao Gabriel - se fala 'Guêibriel'....
Misturamos à farofa e ao mousse de 50 cents algumas lágrimas saudosas - rememorando os gloriosos dias de felicidade-eterna masoquista. Os empurra-puxa-estica de Léo e Ubira.
Léo é mais ou menos uma Dona Florinda com altos indices de testosterona - cabelo enrolado, barbuda, alto, mãozona, despreocupado, artista, sarcástico - tudo o que uma mulher deve temer.
Ubira é um negão bruto, risonho, sincero, inteligente e vagabundo, odeia pobres e sempre discutimos por isso - tudo o que uma mulher e um pobre devem temer.
Parecidos. E era dose suficiente pra acabar com a minha depressão nerd-metafísica do primeiro ano.
Ao fim do ano, tinha mais desenho e poesia que matérias e exercícios copiados em meu caderno - foi aí que me entreguei à arte.
Ao fim de cada dia, eu aparecia mais roxa que uma beringela - respeitado o meu jeito hiperbólico de descrição. Mas era uma violência divertida, violência de amigo. Nada que rendensse processos e denúncias na delegacia da mulher. Era só a diversão por ela mesmo.
Eu lembro que Ubira me deu uma margarida em março, no aniversário de 15 anos de Jéssica Macau, aprendendo com Renanta a ser cavalheiro.
Eu lembro que Léo me abraçou - e nunca mais me abraçou daquele jeito antes do dia em que me deu a notícia de sua partida pra Fortaleza - quando descobri que meu pai tinha problemas sérios de insuficiência cardíaca. E que me olhou: tu tá ficando uma égua de grande, mulher! Tu vai partir ao meio.
E a gente ria. E logo tava discutindo, se abraçando, conversando, brincando de porrada.
E Guêibriel no meio. Apanhando mais que eu. Sem dó nem piedade.
Éramos quatro.
Eu com os quatro.
Eu com esse.
Eu com aquele.
Sempre por cima.
Nunca por baixo.
As melhores lembranças do primeiro ano.
Um vácuo incômodo no segundo ano.
Uma resistência de 100 mil oms no terceiro ano.
E um flash agora.... Com contados quatro anos do primeiro contato com esses seres encapetados.
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Trin Trin Trin - alguém ligou pra mim...
Quem é?
Bira...
Após quinhentas risadas, após me chamar de galuda por toda minha boa educação, contar as antigas novidades... pairou uma pergunta:
"E o sorvete, Rafa?''
Eu nunca admitiria...
a pergunta que eu esperava.
Finalmente pôr fim a toda frieza do mensageiro estantâneo, do site azul - e agora rosa, verde, cinza ou laranja - de relacionamento do google,
Um sorvete.
Domingo à tarde.
E, claro, os velhos tempo.
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Rafa Andrade

domingo, 29 de novembro de 2009

Chega de saudade (8)

Ela sentou e pensou:
-É esse.
E não era. Parecia, ele fez parecer. Mas se enganou.
Enganaram-se.
Um amigo se encarregou de tudo.
Um "amigo" - daqueles que nunca se sabe o que o futuro vai reservar.
Aos que acreditam em destino, ótimo. Expectativa.
Aos que não, carpen diem carpen noctem, e tucto. Diversão.
Mesmo acreditando em destino, ela levantou.
Dessa vez não pensou.
Carpen diem, carpen noctem, e tucto.
E era esse.
Se não era, ela fez parecer.
E não se enganou.
Nem se arrependeu.
Sentiu.
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"Pois há menos peixinhos a nadar no mar do que os beijinhos que eu darei na sua boca..."
Irremediável meu estado de paixão.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Às duras penas do Pavão.

Pavão é um animal exuberante. Conhecido pelas penas enormes e coloridas e be-be-belíssimas.
Só sei que o que posso declarar num meio de comunicação é que ... meu belo professor de TGD, Pavão, vai me deixar de castigo - e nem sabe, só suspeita, cogita, diante das notas da turma, provavelmente.
Eu tirei um 3.Ha!
Um 3.
[Mas antes que digam, tenho a justificativa adequada - tudo foi respondido como se não fosse avaliação]
Isso quer dizer: 10 e 10 nas próximas ou sou capaz de passar por perrengues como o episódio catastrófico de Economia. Com a diferença de que TGD é pre-requisito pra Penal.
Enfim.
Pena-se agora - durante um fim de semana inteiro - nas mãos do Pavão pra poder estudar Penal, adiante.
É pena ou pena ou mais outra pena.
Que pena.
Que ridículo.
Que desprezível.
Me sinto um verme.
Vontade de depenar alguém. - só vontade, ele é legal.
Ergh!
"Pavão misterioso
Nessa cauda
Aberta em leque
(...)
Me poupa do vexame
Muita coisa ainda quero olhar"
Ednardo

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um drama em vestido

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Um drama.
Sem vestido.
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Uma história.
Essa não é uma história com final feliz.
Minto.
Não há final.
Mas se existisse um final, ele não seria feliz.
Porque isso aqui é um blog. E o que chega a ele, em grande parte, são reminiscências das frustrações e conquistas de quem o faz, em letra e forma distintas, só que contaminadas – no termo mais exato.
E porque isso aqui é um blog [2] que trata da vida de gente normal. Que acorda com o cabelo assanhado, que o pé entra na poça no momento menos propício e que pega ônibus diariamente [mas isso não é necessário e vai acabar – oh, se vai! Ou sou eu quem me acabo.]
Eu esqueço essa história de alter ego – e peço que façam o mesmo.
Mas nisso eu sou bem convincente:
Reservemos os termos chiques aos escritores famosos e já idos.
Eu não quero ir, não agora e não desse jeito – apesar de, enfim. E fama, aah, a fama atrapalha os esquemas. [Thor Baptiste é quem tem propriedade pra falar do assunto dado o momento histórico, aliás, relevante às Marias-Minério do País – acabei de inaugurar uma nova categoria XD]
Então, calem-se as idéias difusas.
Comecemos.
Essa não é uma história com final feliz.
Minto.
O final é imprevisível. Ainda estar por vir, e virá dia 29 do presente mês.
E a intenção é de que haja um final feliz.
Mas o orgulho deixará?
Mas nossa personagem será boa o suficiente como nunca foi em sua vidinha linda?
Tanta frescura e mistério e tudo está na futilidade de um vestido – há controvérsias quanto à futilidade... Quem julgar que a formatura do Ensino Médio do único irmão não requer traje belíssimo, admirável, adequado e elegante, objeto de unânime aprovação do escrutínio público pelas próximas 4 gerações, pode dizer que isso é futilidade. Do contrário, permita-me ser apoteótica como melhor os hormônios mo permite.
Ela vai escolher seu vestido só. Ou vaimandar fazer sem a opinião da madresita. pourquoi?
Porque ela é petulante e saliente e não vale nada, nada. Tá entalada até à garganta de massa orgulhosa. A última coisa que precisa é de mais um motivo pra me estressar, desentender e acabar com os seus lindos fios castanhos e pele sem sinais de expressão.
[Traduzindo os parágrafos à cima: Ela discutiu com sua mãe pela escolha de um vestido que nem bem sabem que existe. Só que a dita personagem não sabe comprar um sem experimentar a loja inteira e ficar com o primeiro. Mas a parenta ascendente, mulher que é, deveria entender o que ocorre com quem não nasceu pra ser modelo de seu momento histórico. Mas ela [2], mãe que é, deveria suportar e ajudar a filha nesse momento difícil. – um drama é um drama, tá, meu bem?!]
Mas a parenta, mãe e mulher que é longe dos padrões ideais, simplesmente a conduz a duas alternativas:
Ser objeto de repúdio e símbolo de inadequação durante e após o dia 29.
Ou...
Ser sinônimo de bom gosto da maneira mais difícil possível – que é escolher roupa SOZINHA.
[Traduzindo – escolher o vestido e estar fofinha – o que não é tão impossible, cherie]
Final feliz ou não,
Essa é uma história de superação.
E um alter ego. Porque se eu não for chic pelo vestido, vou ser chic nas palavras.
Porque aqui, virtualmente, eu posso.
Beijosmeliga.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A hora de ficar calada

Falar e falar pelos cotovelos me lembra aquela personagem de Monteiro Lobato - a Emília.
Que fala tudo e um pouco mais.
Como dizia a vó Benta: pelos cotovelos.
E a toda hora era repreendida:
"Fecha sua torneirinha de asneiras, boneca!"
E era sempre ela a dona das melhores idéias, a responsável pelas maiores aventuras e tudo que surgia, ela resolvia toda sem grandes embaraços.
Mas não importava - era hora de ficar calada, aos outros.
E é mais ou menos isso.
Perceber.
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em tempos de crise.

Há quem prefira encarar como uma marolinha - termo preferido do seres de 9 dedos. do mais alto cargo do Executivo nacional.
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Eu encaro sempre como um tsunami, condição perfeita pra se surfar - e partir dessa pra melhor.
Melhor mesmo, porque pior, impossível.
Um mês sem posts.
Um mês de idas e vindas como na vida de toda boa e competente super anti-heroína brasileira que mata um leão todo diia [geralmente sem bravura e cenas épicas - é de susto mesmo].
Mas adoro o desespero - na verdade, só por parte.
Mesmo que seja meu.
E mesmo que nessas condições.
É bom de se escrever quando do êxtase do desespero.
Uuuh -isso foi quase orgásmico, transmitindo todo o poder onomatopaico desse conjunto infame de letrinhas que me sai à boca nesse instante de parafusos soltos e sem probabilidade de adquirir organicidade algum dia.
E o orkut ainda me vem com aquelas frasezinhas r i d í c u l a s:
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Hoje você vai ver um biscoito da sorte que você nunca viu antes
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Eu sei que biscoito da sorte vou ter, ah se sei.
E já vi ele muitas vezes.
É aquele biscoitinho crocante de nota baixa, recheado de muito remorso pela irresponsabilidade.
Há 2 horas da avaliação de DT-Comercial, estou aqui, com o conteúdo por terminar (que não vou terminar), em cima da hora do 'momento produção', pra pegar 3, absurdas trêêêêês conduções lotadas até à Academia - esse último resultado da protelação excessiva da retirada da primeira carta de motorista.
Uh.
Eu vivo cheia de biscoitinhos da sorte.
Mais de um pacote por semana.
Eu poderia me mal dizer: Oh, que sorte o quê?
Sorte, absoluta sorte.
Sorte de ainda estar viva com tanta coisa acontecendo de ruim, ou por acontecer, por minha culpa, por minha causa - e ninguém ainda se feriu.
Yes!
Céus, que bom.
Mais um dia de sorte.
Mais um dia de nota baixa - há controvérsias.
Mais um dia de comprovada displicência.
Eu acho que nem o exército israelense me daria disciplina.
¬¬'
mimimi_
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Oh, Quem poderá nos ajudar?! - revivendo os momentos Chapolin do SBT. É a única coisa que posso fazer à altura dessa tosquice toda.
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Rafa Andrade